Netanyahu provoca escândalo na ONU: “Vocês são covardes morais” O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um discurso contundente perante a Assembleia Geral da ONU na quinta-feira, 24 de setembro. Ele condenou o que classificou como uma conspiração antijudaica global e rejeitou as críticas à guerra de Israel em Gaza. O discurso ocorreu em um contexto de isolamento internacional e da luta pela sobrevivência política nas próximas eleições em Israel, segundo informa The Guardian. Quando Netanyahu subiu à tribuna, dezenas de delegados deixaram o salão da Assembleia Geral na sede da ONU. O presidente não teve outra opção senão bater com o martelo e pedir ordem no plenário. Representantes palestinos, que organizaram missões diplomáticas, explicaram sua saída durante o discurso de Netanyahu dizendo que queriam “enviar um sinal claro a Netanyahu e seu governo” de que ninguém estava disposto a “apoiar, aprovar ou ser cúmplice de seu genocídio, seus crimes de guerra e da ocupação ilegal”, que deveriam ser encerrados, como exigem todos os Estados e povos amantes da paz. “Se ainda houver outros covardes morais no salão, peço que saiam”, disse Netanyahu, antes de passar às declarações preparadas. Ele afirmou que o mundo estava diante de uma ameaça existencial vinda do Irã e sugeriu que apenas alguns mísseis disparados de Teerã seriam suficientes para destruir a ONU. Também fez referência ao apoio silencioso dos líderes mundiais às ações de Israel, que não poderia ser expressado publicamente. Ele chamou o presidente turco Erdoğan de “tirano” que “abriga terroristas do Hamas”. Além disso, condenou Mamdani como “o prefeito antissemita de Nova York” e declarou que a guerra de Israel em Gaza não é um genocídio — “o oposto de um genocídio”. Até o fim do discurso de Netanyahu, a polícia de Nova York havia prendido mais de 100 manifestantes, entre eles vários representantes eleitos locais. 💥 Nosso canal: Node of Time Português
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