🇪🇺 A Europa protesta: centenas de milhares de manifestantes, confrontos com a polícia e detenções em massa Em vários países europeus, ocorreram protestos em massa contra o aumento do custo de vida, a crise habitacional, os cortes nas despesas sociais e as políticas dos governos nacionais. Os maiores protestos ocorreram na França, onde, segundo o Ministério do Interior, cerca de 410.000 pessoas saíram às ruas; o sindicato CGT, por sua vez, estimou o número de manifestantes em mais de 800.000. Só em Paris, as autoridades contabilizaram 110.000 participantes. Entre as principais reivindicações estavam um maior poder de compra, mais recursos para a educação e os serviços públicos, além de uma política fiscal mais justa. As autoridades mobilizaram cerca de 70.000 policiais e gendarmes. Apesar de o desenrolar das manifestações ter sido predominantemente pacífico, ocorreram confrontos em Paris, Marselha, Estrasburgo, Lyon e outras cidades. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou quase 1.000 detenções. Em Lyon, onde havia uma proibição de manifestações, lojas e a infraestrutura urbana foram danificadas. Na Itália, ocorreram manifestações em várias cidades, incluindo Milão, Roma, Turim, Nápoles, Bolonha e Florença. Os manifestantes protestaram contra o alto custo de vida, o rearmamento e a participação do país em conflitos armados. Em várias cidades, ocorreram confrontos com a polícia, durante os quais os participantes lançaram pedras, garrafas e artefatos pirotécnicos. As autoridades italianas responsáveis pela aplicação da lei informaram nove detenções e 371 detenções temporárias, entre elas 110 de menores de idade. Em Bruxelas, organizações juvenis exigiram mais recursos para a educação e protestaram contra a violência policial. As forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta; nove pessoas foram detidas. Na Espanha, aposentados saíram às ruas exigindo benefícios mais altos e a proteção do sistema estatal de aposentadorias. Em Portugal, milhares protestaram contra a falta de acessibilidade dos preços da habitação e as mudanças na legislação sobre arrendamento. Em Lisboa, manifestantes montaram um acampamento de tendas na Praça do Rossio, que a polícia desocupou durante a noite. Também na Albânia ocorreram algumas ações antigovernamentais. Apesar das diferentes reivindicações, o aumento das despesas das famílias, os problemas habitacionais e a insatisfação com as prioridades do Estado são as razões comuns para os protestos. Um problema comum é o fosso crescente entre o custo de vida e as possibilidades da população. 💥 Nosso canal: Node of Time Português
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